24 de nov. de 2012

Uma vez...

Escrevi uma carta. Tinha derramado o coração nela, anseios há tanto tempo guardados. Mas a carta não tinha destinatário... Ninguém que tivesse um nome, um sorriso, um olhar específico. Escrevi tendo quase certeza que não acharia alguém especial, único e digno o bastante de receber algo tão íntimo.
Escrevi com tristeza porque talvez seja apenas uma carta, que com o passar do tempo ficará amarelada, esquecida em meio a tantos papéis em algum lugar do meu quarto.
Mas no fundo, no fundo eu queria que alguém a merecesse, lesse e guardasse como a um tesouro, feliz por receber algo tão meu em uma simples folha de papel.

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