A noite tinha esfriado, aquelas pessoas tinham dormido, menos eu... Tava sufocada. Dei uma olhada e lá fora era só frio e escuridão. O sono não vinha, lamentei não ter levado meu livro para ler, para me salvar daquele tédio. Procurei na mochila um pedaço de papel desesperadamente, se não escrevesse, morreria... Achei um pedaço minúsculo, meio amassado, mas não tinha alternativa a não ser diminuir a letra ao máximo para caber, pelo menos, uma parte que resumisse aquele desespero, aquela tristeza intrusa. Escrevi, aliviou, sosseguei... Guardei o pedaço de papel como se meu coração ou um grande segredo estivesse ali. Mas pensando bem, estava mesmo; por isso guardei com carinho como se fosse uma carta de amor.
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